SABERES E CULTURA: O QUE ELES TEM EM COMUM?
Para abordarmos as questões culturais de um povo precisamos em primeiro lugar ouví-los. Porque a herança cultural de um determinado lugar, seja bairro, cidade ou país, só as pessoas que lá vivem podem explicar, como surgiu, porque surgiu, quais os objetivos. Um olhar de terceiros pode ajudar a divulgar esta cultura, mas nunca poderá falar sobre ela com a mesma segurança de quem a vivencia. Infelizmente é isto que acaba acontecendo, geralmente, na mídia que apresenta uma visão esteriotipada ou muito resumida da maioria das festas populares existentes no Brasil.
Segundo Letícia Vianna, antropóloga, o patrimônio cultural mais difícil de preservar é o imaterial, que se resumem em saberes, festas, que acontecem por todo o território brasileiro e que ainda não estão registrados como patrimônio cultural brasileiro. Se não houver uma troca destes saberes que passem de geração a geração eles se perderam e isto já aconteceu milhares de vezes desde a época da colonização onde inúmeros saberes indígenas e africanos se perdaram por causa da desvalorização deste tipo de cultura julgada, até hoje, como inferior.
Sabemos que não existem culturas inferiores, mas diferentes e é extremamente necessário propagar este conhecimento nas escolas, em sala de aula, dentro dos currículos escolares, para que nossas crianças cresçam com este saber e possam ter visões diferentes das que temos hoje, que menosprezam as culturas ditas populares e engrandessem uma cultura que muitas vezes está totalmente contrária à nossa realidade, europeizadas ou norte-americanizadas, como a cultura de enfeitar ambientes natalinos com papai noel todo encapuzado e coberto de neve em um país tropical, chegando nesta mesma época a 40ºC.
Como educadores deveríamos pensar nisto e mudar nossa visão diante de tantos saberes existentes em nossa própria localidade, valorizando, mostrando aos educandos sua grande importância para a região e sua beleza. Trazer estes saberes e discutí-los em sala de aula é um bom começo para possibilitar ao mesmo saber cultural a perpatuação de sua existência, além de ampliar o conhecimento cultural dos educandos.
Um comentário:
Olá! Passei por aqui e concordo contigo, pois se somos educadores cabe a nós fazermos essas mudanças.
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